15/09/2017

O sistema do sistema podre (Episódio a construção)

Chamam de Orcrim, sistema bolivariano, pode ser qualquer nome, a realidade é que a corrupção sistematizou na escala máxima no meio político. As empresas não são santas, no entanto se a corrupção não existisse, as empresas corruptas também não.

Tudo começa com aprovação de obras superfaturadas, cabe às empresas montar a organização do caixa propina, a ser retornado para os políticos que aprovaram os projetos.

Por maior que seja o sobre preço, eles sempre querem mais, neste momento entra novamente os sistemas de injetar mais dinheiro, caso não seja aprovado, as obras começam a perder qualidade, para se reduzir custos, e sobrar mais. Não importa se passarelas caem, viadutos caem, se obras não terminam.
Quando o projeto é apenas promover recursos
E se a população reclamar, está dado o sinal para injetar mais dinheiro, com o beneplácito da sociedade, que não sabe que o dinheiro foi desviado, é certo que será feita a fiscalização, caso seja uma fiscalização que ainda não recebeu, vai receber, e dirá que está tudo certo, agora se a CPI estiver dentro da caixa de propina, chegará rapidamente à conclusão, que realmente é necessário mais dinheiro, para fortalecer o esquema, digo a obra.

Aprovado mais dinheiro o sistema de propina se repete, e observando o que temos visto, o sistema de mais aprovação tende a ir para o infinito.

Diferentemente de empresas do governo, as joias do Estado, neste quesito os políticos babam, tanto que a disputa para ter acesso a elas é frenético, tanto na questão da disponibilidade de cargos, quanto nos desvios. Sim, há os cargo que são um presente, e outros cargos, que proporciona os presente a todos que os indicaram.

Quem foi indicado para promover os presentes, será responsável para dilapidar o patrimônio público, das mais diversas formas, tanto que a Lava Jato está dando nome aos diversos atores que atuavam na Petrobras, e nos perdemos nos mais diversos nomes.

Que aliás até agora estamos vendo falar superfaturamento, mas desvios nos valores produzidos nada, talvez não haja mesmo, os valores comercializados são contabilizados, e provavelmente auditados.

Quanto as obras paradas, inacabadas, ninguém tem moral para cobrar os responsáveis pelas obras. E como se diz no popular, se for fazer um BO, fica preso.

Assim a única chance, é se o Supremo não esteja na agenda dos sistemas, caso contrário, a única saída é o aeroporto.

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