12/03/2016

O único caminho possível.

A situação ficou insustentável, quer seja política, econômica, e todos os elementos que compõem o pacto social, a base real e verdadeira que estabelece a credibilidade de um governo. O voto é apenas uma das múltiplas ferramentas de manutenção de uma democracia. E ainda assim, ao que tudo indica severamente comprometido, pela forma que foi utilizado.

As investigações da policia Federal, no âmbito da Lava Jato, sinaliza que sérias irregularidades que estão em fase avançada de investigações, com dinheiro de corrupção que irrigou todo o processo de campanha. Mais que um crime, buscará todos os envolvidos, e com base nas leis eleitorais, todo processo do candidato eleito estará caçado em razão do crime cometido, e neste sentido avança as investigações.

A renúncia neste momento, mais que o fim de uma agonia para o país, que sabendo de todos estes fatos, inibe a confiança de empresários e investidores, levando o Brasil em uma aceleração crescente, nem digo o fundo poço, pois o país se recriou em termos de recessão estamos acelerando em recessão de águas profundas. E isto significa altos custos, isto significa uma quebradeira generalizada de empresas de grande performance, e quando as empresas que detém grandes potenciais quebram, as pequenas e médias já se foram a muito tempo.

Alguns poderão dizer mas existe a agricultura e o agronegócio que vai bem. Sim vai bem, mas até quando? Primeiro que uma andorinha sozinha não faz verão. Engana-se apenas um setor, mesmo que de grande expressividade possa sustentar toda a economia de um país. E o grande perigo, está em não percebermos, que o país caminha para insolvência, em breve faltará divisas, e agricultor e o agronegócio depende de muitos insumos importados.

Internamente, o setor imobiliário, mesmo com uma deficiência muito grande moradia já parou, e não adianta criar linhas de créditos, primeiro porque eles não poderão ser utilizados, uma vez que mesmo que a pessoa tenha coragem de se arriscar em período de grave crise política, não terão capacidade de se enquadrar dentro das regras creditícias das instituições financeiras.

Poderia então acelerar a economia de linha branca e consumo, mas como? Se todos já estão com seus créditos estourados, e muitos em fase de renegociação das renegociações. Isto quando estão empregados, porque a maioria dos problemas nos créditos acontece exatamente pelo desemprego. E quem busca novo emprego, quando encontra, se sujeita a salários mais baixos, o que permite a renegociação, mas nunca aplicação de novos investimentos.

Poderia sim, o governo buscar mais recurso com novos impostos, para promover investimentos. Aliás isto soa como música a todos os ouvidos governamentais, mas sabemos todos, que é uma ferramenta de aceleração de todos os processos recessivos, uma vez que, todas as empresas estão em dificuldade ampliar a carga tributária já escorchante é simplesmente jogar uma pá de cal na combalida economia.

A renúncia então vem como uma grande solução, diferentemente de um impeachment. Tira do foco as ações da Lava Jato, e chama a sociedade para uma nova janela de esperança, o que pode dar um folego mesmo com todas as dificuldades a serem vencidas. E o impeachment, mais que um carimbo amplo, tanto chancelado pela sociedade, como politicamente.

A renúncia, é uma solução magnânima apresentada por quem deseja o bem do país.

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