16/04/2012

Então como é que fica?

Hoje o que estamos vendo é uma crise econômica de parâmetros. O real começa a valorizar devido a uma entrada de chinguilingue, pronto entra o banco central comprando. O contrário também é verdadeiro, o chinguilingue começa a sair, a operação se inverte.

As questões são complexas, no entanto, podemos destacar alguns temas. O primeiro, a presidenta Dilma Rousseff, foi categórica, e no tête-à-tête com presidente Barack Hussein Obama, disse com todas as letras, a emissão desenfreada de dólares está colocando em risco todas as economias do mundo.

Sem perceber (sic), o mercado americano está provocando uma “inflação”, desequilíbrio em todos os mercados, criando um desarranjo econômico globalizado. E como em qualquer inflação, quem ganha é o capital, em detrimento de quem produz, com diferença da potencialidade. Neste momento, os ganhadores são, os grandes fundos de investimentos.

Os dólares que entram são especulativos, buscam lucros rápidos, sem possibilidade formar uma estrutura produtiva com capacidade de remunerar os valores contratados. Portanto, cria-se uma sangria, não investimento. E por ser uma sangria, sufoca e mata as empresas em produção.

Do outro lado, e ao contrário, outro parceiro, com um câmbio aviltado, que inviabiliza toda e qualquer competição decente, não apenas do Brasil, mas de qualquer outro parceiro, mesmo que detenha uma  alta tecnologia, encontra dificuldades em manter seus níveis de produção.

Um exemplo típico, público e notório, a Suíça, que tinha sua tradição na indústria de precisão, a muito, tornou-se incapaz de concorrer.

Valor das moedas em relação ao Yuan
1 Real equivale em Yuan 0.29 uma defasagem  de 344%
1Dólar equivale  0.158  Yuan  uma defasagem de 632%
1 Euro equivale 0.122 Yuan uma defasagem de 819%

A defasagem é tão grande que nos leva a situação de surrealismo.

Se todos tem a China como uma grande potência econômica,  como pode ter uma relação cambial com  tanta diferença.

Portanto temos dois gigantes produzindo e atuando de forma completamente antagônicas e de forma potencializa sobre todas as economias.

Cada uma delas de acordo com  suas características tem  grandes diferenciais; seja pela capacidade produtiva, quer pela tecnologia, amplitude de mercado, estratégia arrojada de mercado externo, juros extremamente baixos.

Neste momento a questão fiscal, nem mesmo podemos mencionar, primeiro, porque não se exporta imposto, segundo que mesmo tirando todos os impostos, as diferenças acima são um disparate, em termos de concorrência. Muitas das quais, um grande e extremado protecionismo.

Estes simples dados demonstram de forma clara o porquê há mercadoria chinguilingue, por todos os lados, em todos os países, que por sua vez também é comprada e muitas vezes sendo as fábricas financiadas com a moeda chinguilingue.

Dinheiro farto, e produtividade idem, sendo que o setor produtivo, com um câmbio aviltado, tem uma barreira intransponível que promove a desindustrialização,  e governo lê a cartilha do mercado, que diz que o câmbio deve ser regido pelas regras de mercado.

Neste momento é de se perguntar, será que os impostos, que criam estruturas de logística, e qualidade social, educação para continuarmos avançando, são as causas desta concorrência desleal, ou são ainda mais argumentos para desmantelarmos definitivamente nossa estrutura.

A China se comprometeu em promover uma variação cambial de 1% ao longo do tempo.
Fonte: Sim, vamos acelerar.

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