A China parece que tomou consciência das mudanças climáticas, e que independente da taxa cambial, e de políticas eficientes de mercado, não há como negociar com a natureza.
Este é um momento importante. Depois de atingirmos grandes avanços na produtividade, fruto de investimentos em tecnologia, mesmo com uma agricultura mais cara os níveis de produtividade atingiram patamares nunca antes visto, mas incapazes de acabar com a fome no mundo.
Temos então neste momento dois pontos cruciais. A fome e a produtividade. Um momento de tomarmos decisões acertadas. Aumentar a produtividade ainda mais, e reduzir se possível eliminar a fome.
Aumentar a produtividade será um desafio ainda maior, pois mais que investimento em tecnologia, leia-se tecnologia, desenvolvimento de espécies com capacidade para suportar as variações climáticas extremas, que hoje fogem ao perfil da grande maioria das espécies desenvolvidas.
Agricultura passa a exigir ainda mais da ciência. Tanto nas questões de combate a poluição, quanto no desenvolvimento de novos cultivares.
Está é uma decisão que não pode mais esperar, que ante uma agricultura com produtos mais caros, não podemos ter a falta deles.
Por outro lado, a fome se não foi possível combater em tempo de produtividade, se seguirmos os mesmo princípios, teremos uma situação ainda mais complexa.
Não se pode tratar a fome como problema, mas como solução. As pessoas hoje que tem dificuldade em obter alimentos, se deve mais pelo fator econômico. Promover estas pessoas incluir, não é apenas combater a fome, mas criar um mercado novo. Incluir estas pessoas em mercado, criar possibilidades delas adquirirem os produtos de acordo com suas necessidades, não é apenas acabar com a fome, mas criar uma nova dinâmica mercadológica.
Acreditar que daqui para frente haverá fartura e preços em queda é utopia. Acreditar que é possível incluir e acabar com a fome, não só é uma realidade possível, como um grande mercado que se estabelece.

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